Geral

Conheça e previna a doença

data 14/11/2016
Conheça e previna a doença

No intuito de informar a população sobre a LEISHMANIOSE, zoonose transmitida pela picada de insetos, vamos publicar as principais dúvidas sobre a doença e as respostas certeiras do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná. Essas informações vão ajudar você a suspeitar ou reconhecer a doença, além de prevenir e procurar um médico, se necessário, tanto para humanos, quanto um veterinário para os cães. Fique ligado!

O que é? É uma zoonose transmitida pela picada de insetos que pode atingir tanto humanos quanto animais – em especial os cães. A doença também é conhecida por Calazar, Barriga D’água, Febre Dum-Dum, Doença do Cachorro, Úlcera de Bauru, Ferida Brava e Nariz de Tapir. Existem duas formas da doença: a cutânea e a visceral.

Qual mosquito transmite a leishmaniose? O mosquito transmissor da leishmaniose é menor que um pernilongo comum e é conhecido popularmente como Biriguí, Mosquito-Palha, Mosquito-Pólvora ou Cangalhinha. Esse mosquito é visto com mais frequência ao entardecer e ao anoitecer. É importante saber que nem todos os mosquitos estão infectados. Ou seja, o ser humano ou animal só serão infectados caso o mosquito pelo qual foram picados já esteja infectado com a doença. Os mosquitos são os vetores da doença e se infectam ao picar algum ser humano ou animal infectado.

Como o ser humano pega a leishmaniose? O ser humano adquire a doença ao ser picado pelo mosquito infectado. A doença pode levar de meses até anos para se desenvolver após a picada. O aparecimento da doença no ser humano normalmente é precedido pelo aparecimento da doença nos cães. Além disso, a infecção em cães tem sido mais comum do que a infecção em seres humanos. ATENÇÃO: a leishmaniose não é transmitida diretamente de humano para humano ou do cão para o humano. Há necessidade da picada do mosquito infectado para a transmissão da doença.

Quais são os sintomas no ser humano? A leishmaniose cutânea causa úlceras na pele ou nas mucosas. A úlcera tem bordas elevadas e fundo granular. Já a leischmaniose visceral é mais grave e pode ser letal. Seus sintomas são: febres, cansaço, perda de apetite, perda de peso, palidez da pele e das mucosas e aumento de tamanho do fígado e do baço. O diagnóstico tardio e a falta de tratamento adequado podem levar o paciente à morte.

Quais são os sinais clínicos nos cães? Os sinais clínicos nos cães são semelhantes aos sintomas no ser humano: úlceras na pele com bordas elevadas e fundo granular, descamação e ressecamento – principalmente no focinho, nas orelhas e nas almofadas das patas, nódulos na pele e nas mucosas. Nos estágios mais avançados e graves da doença os cães podem apresentar crescimento excessivo das unhas, perda de pelo, pelos opacos, perda de pso, afecção dos olhos, coriza, apatia, diarreia, hemorragia instestinal, edema nas patas e vômitos.

Como se evita pegar a doença? A melhor maneira de se evitar a doença no homem e nos cães nas regiões onde ela ocorre com mais frequência é o combate ao mosquito por meio da aplicação de inseticidas, uso de mosqueteiros, colocação de telas finas milimétricas nas portas e janelas, uso de repelentes, uso de roupas compridas que protejam o corpo e construir moradias com distância de pelo menos 300 metros de matas e rios. Deve-se também evitar o acúmulo de lixo e detritos nas residências. É interessante evitar passear nos horários de maior ocorrência de mosquitos.

Existe tratamento? Para seres humanos existe tratamento da doença, seja em sua forma cutânea ou visceral. No entanto, é importante que o diagnóstico aconteça ainda no início. Agora, para cães a forma visceral da doença exige a eutanásia, uma vez que o tratamento não é recomendado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Agricultura. A eutanásio deve ser executada ou supervisionada por um médico veterinário e ocorre dentro de preceitos éticos e de bem-estar, com elevado grau de respeito ao animal. A recusa na realização da eutanásia por parte do tutor do animal o sujeita às sanções legais por colocar em risco a saúde pública.

Fonte: CRMV-PR | Leishmaniose, proteja sua família e seu cão